2 de nov. de 2010

Dia dos mortos?

Desde os primórdios os cristãos rezam pelos mortos. Rezam por qual motivo? Rezam para esquecer?
Não tenho pretensão de ficar imaginando os pensamentos de ninguém, sabe-se lá quão infindáveis os motivos que levam as pessoas a rezarem umas pelas outras? Entretanto, uma perspectiva me faz refletir: rezar num dia como este, requer, entre outras coisa: recordar, lembrar, trazer presente de alguma forma a pessoa ou àquela vida que já não está fisicamente em nosso meio. E para fazer isto uma 'coisa' se faz necessária, uma 'coisa' deve existir, a esta 'coisa' eu chamo amor. Amor que me faz ter certeza, enquanto cristão, que o outro não está morto porque vive num outro âmbito, vive em Deus. Ouso até dizer que sob esta ótica, amar é ter  a certeza que o outro não morrerá nunca.
Mas se amar é também não esquecer, significa que de alguma forma iremos criar elos que nos unirão num amanhã eterno. Criaremos elos tão firmes e que nos tornarão fortes de tal forma que poderemos dizer, sem receio algum, para os nossos amores eternos, que enquanto eu, você, nós estivermos vivos a memória do outro não se perderá. E assim. somando elos, criaremos correntes tão resistentes que nem mesmo a morte romperá  nossos laços. E aí, poderemos num dia como o de hoje, rezar, com muito amor, por todos aqueles que vivem, não entre nós, mas em nós, em Deus.